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A falta de informação ameaça a eficiencia de um líder
A falta de informação é uma ameaça à eficiência de um líder. A tomada de decisões se torna mais lenta e, com freqüência, redunda em equívocos nos negócios. Segundo Hernane José Cruz, diretor-presidente da Expoente Management Intelligence, adiar a tomada de decisão não é conseqüência de procrastinação, e sim da falta de dados. “O executivo prefere ver como as coisas se resolvem sozinhas quando ele não tem fundamentos para decidir”, afirma. A desinformação, no entanto, não é o único entrave. O excesso de dados também atrapalha o processo. “Grande parte dos executivos quer se informar sobre tudo. Só que tudo, na verdade, não leva a nada. Não é toda e qualquer informação que é relevante para a tomada de decisão”, relata. Para auxiliar na seleção das informações e no processo decisório, Cruz destaca que é importante utilizar ferramentas como o Business Intelligence (ou B.I.) – um conceito que visa qualificar a tomada de decisões. Nesta entrevista do repórter Guilherme Damo, da Revista Amanhã, Cruz explica como funcionam essas ferramentas:
O que o Business Intelligence pode fazer por nossos executivos?
Muito. Trata-se de um conceito de inteligência de negócios e suporte à tomada de decisão, no qual você une as necessidades de executivos às tecnologias da informação. O foco atual do BI é realizar um gerenciamento por indicadores. Relatórios cheios de tabelas são substituídos por painéis de controle que avaliam se o seu desempenho está acima, abaixo ou dentro do esperado.
Como isso facilita as decisões?
É possível registrar as iniciativas que foram tomadas em determinada situação. Dessa forma, quando você estiver em situações semelhantes, já saberá qual decisão tomou e qual resultado obteve. Na verdade, são informações que já estavam na empresa, mas não estavam disponíveis da forma como você precisava. Você tem a informação, mas não tem a dimensionalidade – a capacidade de ver a informação por diversas dimensões. E o BI proporciona exatamente isso. É possível ver o mesmo dado por diversos ângulos. Você pode ver as vendas por Estado, por país, por região, por cliente e ir combinando essas diversas dimensões.
E quando a empresa muda de líder? O que acontece com todo esse arquivo de decisões?
Essas ferramentas fazem com que o novo líder possa contar com a experiência do gestor anterior. Fica tudo registrado na base de dados. Isso facilita a mudança em cargos executivos. A pessoa vai embora, mas a inteligência do negócio fica no sistema. O novo gestor vai passar a gerenciar com base em decisões passadas. Assim, a empresa continua com decisões no mesmo estilo, dentro da sua própria cultura. Não há uma mudança brusca no rumo. Independente do executivo, você tem os objetivos estratégicos traçados e uma ferramenta para fazer o acompanhamento.
Decidir rápido é melhor?
Não necessariamente. O processo decisório dentro da empresa varia conforme o porte dela. Muitas vezes, você pode ter todos os subsídios para tomar uma decisão, mas não tomá-la. O importante é você ter as informações disponíveis e com rapidez. A tomada de decisão em si pode se alongar por questões estratégicas. A velocidade na decisão não significa necessariamente decidir melhor. O que o líder precisa é ter os insumos necessários para decidir no momento em que ele precisa.
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